
A bebê viajou acompanhada da mãe, a cantora Mariana Campos, de 27 anos, e da avó materna
Por Redação
Uma operação de emergência mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) neste domingo (21). A corporação realizou o transporte aeromédico da pequena Eloise Campos, de apenas 8 meses, que enfrenta um quadro grave de falência hepática. O voo partiu do Aeroporto Internacional de Brasília com destino a Curitiba (PR), onde a bebê passará por um transplante de fígado urgente no Hospital Pequeno Príncipe, instituição que é referência nacional em procedimentos pediátricos.
A bebê viajou acompanhada da mãe, a cantora Mariana Campos, de 27 anos, e da avó materna, a gestora de recursos humanos Aline Almeida, de 45 anos, que é a provável doadora do órgão. Como esse tipo de transplante específico não está disponível na capital federal, a agilidade no deslocamento foi fundamental para garantir a segurança da paciente.
Piora repentina e a busca por socorro
Eloise já vinha sendo acompanhada pelos médicos desde os 5 meses de vida por conta de alterações identificadas no fígado. No entanto, o quadro de saúde da menina sofreu uma evolução muito rápida, o que tornou a cirurgia uma necessidade imediata para evitar o comprometimento de outros órgãos.
“A minha filha teve uma piora muito repentina, chegou num quadro de falência hepática, então precisa fazer o transplante urgente”, explicou Mariana Campos, destacando o apoio recebido pelo GDF, SUS, Hospital da Criança de Brasília e pela equipe do Paraná.
A avó da criança, Aline Almeida, expressou a emoção de poder ajudar a salvar a vida da neta após os testes de compatibilidade realizados ainda no DF. Ela ressaltou que a liberação da aeronave foi decisiva, pois a família já tinha a autorização para o procedimento, mas dependia de um transporte especial.
Estrutura e planejamento de voo
O deslocamento foi realizado na aeronave Resgate 09, modelo Grand Caravan EX, adquirida pelo CBMDF em julho do ano passado. O avião possui configuração multimissão e funciona como uma verdadeira unidade de terapia intensiva aérea. A tripulação contou com dois pilotos e uma equipe médica especializada, composta por um médico e um enfermeiro.
Segundo o major Marcelo Carvalho, médico da missão, o avião é equipado com suporte de oxigênio com autonomia de até 5 horas, alimentação de energia e kits de fixação para garantir o conforto e a estabilidade da paciente em caso de emergências.
O comandante do voo, coronel Eloizio Nascimento, informou que a viagem de aproximadamente quatro horas foi minuciosamente planejada para aproveitar uma janela de clima favorável na região Sul, evitando frentes frias que poderiam comprometer a segurança da operação. Ao desembarcarem em Curitiba, a bebê e a família receberam o apoio de uma ambulância local para o deslocamento final até o hospital, onde novas etapas de exames serão feitas antes da cirurgia.
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Da Redação do Agenda Capital




