Segundo deputado distrital mais votado em 2026, o parlamentar do União Brasil recebe respaldo dos cinco integrantes do PL e articula uma frente ampla para comandar a Câmara Legislativa no biênio 2027/2028
Por Delmo Menezes
O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), reeleito com 50.833 votos e segundo mais votado nas eleições de 2026, entrou na disputa pela Presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com um apoio político de peso: o Partido Liberal (PL), que elegeu a maior bancada da Casa, com cinco parlamentares.
Nesta quinta-feira (15), deputados do PL declararam apoio ao nome de Pedrosa durante um almoço que reuniu os representantes da legenda. Participaram do encontro os atuais deputados Joaquim Roriz Neto, Roosevelt Vilela e Thiago Manzoni, além dos deputados eleitos André Kubitschek e Vitor Jansen.
O apoio representa um movimento importante nas articulações para a escolha da próxima Mesa Diretora da CLDF. Com cinco votos, o PL passa a integrar a base de sustentação da candidatura de Pedrosa, que busca ampliar o arco de alianças e conquistar adesões entre os demais parlamentares eleitos.

Votação expressiva nas urnas
Em seu terceiro mandato como deputado distrital, Eduardo Pedrosa ampliou sua votação a cada eleição. Em 2018, foi eleito com 12.806 votos. Quatro anos depois, alcançou 22.489 votos. Em 2026, chegou a 50.833 votos, equivalentes a 2,99% dos votos válidos, consolidando-se como o segundo candidato mais votado para a Câmara Legislativa.
O desempenho eleitoral fortalece seu posicionamento nas negociações políticas para a próxima legislatura. A disputa pela Presidência, no entanto, dependerá da capacidade de reunir uma maioria entre os 24 deputados distritais que tomarão posse em janeiro de 2027.
Articulações em busca de maioria
Além do apoio formal do PL, Pedrosa trabalha para construir uma frente parlamentar capaz de sustentar sua candidatura. As conversas com representantes de outras legendas devem ocupar espaço central nas negociações que antecedem a eleição da Mesa Diretora.
A composição do comando da CLDF envolve não apenas a escolha do presidente, mas também a distribuição dos cargos de vice-presidentes e secretários. As definições passam por acordos políticos, representação partidária e compromissos entre os integrantes da nova legislatura.
A Presidência da Câmara tem papel estratégico na condução dos trabalhos legislativos, na organização da pauta e na relação institucional com o Governo do Distrito Federal. Por isso, a disputa mobiliza partidos e parlamentares desde o período posterior às eleições.
Eleição em janeiro
A escolha da nova Mesa Diretora está prevista para 6 de janeiro de 2027, às 15h, data da posse dos deputados distritais eleitos. O mandato será referente ao biênio 2027/2028, conforme as regras regimentais da Casa.
Até lá, as negociações devem avançar em torno dos nomes para os principais cargos e da formação de uma maioria parlamentar. O apoio dos cinco deputados do PL coloca Eduardo Pedrosa em posição relevante nas conversas iniciais, mas a definição dependerá dos acordos e dos votos que conseguir reunir entre os demais integrantes da CLDF.
A disputa pela Presidência, portanto, começa a desenhar o novo mapa de forças políticas da Câmara Legislativa do DF para os próximos dois anos.
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Da Redação do Agenda Capital




