De forma reservada, o vice-presidente Michel Temer tem demonstrado contrariedade com o rumo das negociações para montar o primeiro escalão de seu eventual governo. As exigências dos partidos que apoiam o impeachment da presidente Dilma Rousseff já fizeram ele recuar da proposta original de reduzir dos atuais 32 ministérios para 20.  

Temer tem registrado o seu incômodo com as pressões e tem questionado se vale pagar esse preço pela governabilidade. São inúmeros os problemas que estão na mesa de Temer. Há disputa entre as legendas pelos ministérios das Cidades, da Saúde, da Agricultura e de Minas e Energia, entre outras pastas. As fusões pensadas inicialmente pelo vice-presidente já foram descartadas.

Há quem defenda uma espécie de “freio de arrumação” para recomeçar as conversas. Mas, neste caso, o grande problema seria o curto espaço de tempo. Isso porque Dilma deve ser afastada na próxima semana pelo plenário do Senado. Temer tem se mostrado desconfortável com a possibilidade de repetir o modelo de loteamento de cargos do governo Dilma. Inicialmente, o vice-presidente falava em formar uma equipe de notáveis.

Da Redação com informações do G1

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

2 COMENTÁRIOS

  1. Esses políticos q só pensam neles tem q ir pra mídia.
    Diminuir está ruma de ministros q só pensam em gastar seria uma grande chance do País começar a entrar nos trilhos.

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