Foto: Reprodução

Brasil sofre com erros do treinador, de composição e trocas de atletas, e perde para a Colômbia por 2 a 1; foi a segunda derrota seguida nas Eliminatórias

Por Redação

Perdeu com justiça, fora o baile. Qualquer análise da partida da seleção brasileira em Barranquilla precisa ir além do resultado. O time de Fernando Diniz foi dominado por uma Colômbia que enfileirou oportunidades e fez por merecer mais do que o 2 a 1 com show de Luiz Diaz.

A Seleção Btrasileira perdeu no fôlego, nas decisões de Fernando Diniz e na fraca defesa, que não percebeu desde o primeiro tempo que James Rodríguez e Luis Díaz deveriam ser marcados mais de perto. O gol brasileiro logo no começo do jogo contra a Colômbia fez muito mal à seleção, que tomou conta da disputa em Barranquilla e não viu os rivais crescendo na partida. O primeiro tempo do Brasil não foi ruim porque os jogadores de frente voltaram com frequência para o meio de campo, onde a Colômbia sempre teve mais atletas. A derrota por 2 a 1 foi justa.

O time comandado por Diniz perdeu nesses dois fundamentos: recomposição do meio de campo e o fôlego dos homens de frente, que depois foram sendo trocados. No primeiro tempo, o Brasil perdeu Vini Jr., que estava bem no jogo. Ele havia ido muito mal na derrota para o Uruguai. O gol de Martinelli deu moral para o time e para o jogador. Repito: o Brasil não fez um primeiro tempo ruim.

Diniz ainda não entendeu o seu papel como técnico interinoo na seleção. Todos entendemos que ele não tem tempo para trabalhar e treinar, mas não foi esse o problema do jogo. Ele não entendeu o que estava acontecendo em campo, não se preocupou com o rival em nenhum momento. Olhou apenas para o seu time.

Vini Jr saiu lesionado na partida entre Brasil e Colômbia — Foto: Vitor Silva

Uma parte do problema, que leva o Brasil a perder duas partidas seguidas de eliminatórias pela primeira vez na história é o estilo de jogo de Fernando Diniz. Já é consensual a ideia de que há dificuldade para fazer craques acostumados a sistemas posicionais adaptarem-se todos os meses a uma maneira inversa de jogar, sem lugar fixo, quando a seleção tem a bola.

O técnico brasileiro erra em querer fazer com a seleção o mesmo que faz com o Fluminense. Não vai dar certo. Ele precisa de tempo e de repetição, tudo o que não tem no cargo. Ele prometeu um Brasil melhor do que foi diante do Uruguai na derrota passada e não conseguiu fazer isso. Pelo prazo que tem (mais três partidas, sendo duas amistosas), ele tinha de trabalhar por resultados, porque tudo mais será perdido com a troca de comando. E os tropeços vão ser lembrados para sempre e colocados em sua conta. (Robson Morelli).

Fernando Diniz alcança duas marcas inéditas para o Brasil em Eliminatórias: primeira derrota para a Colômbia e primeira vez que perde duas seguidas. Além da façanha de ocupar o quinto lugar, tendo vencido apenas Bolívia e Peru.

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Da Redação do Agenda Capital

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