Para a maioria das pessoas, o enxaguante bucal é opcional. Reprodução.

Pessoas com boca seca, feridas na boca ou gengivas ou dentes sensíveis devem optar por enxaguantes sem álcool

Por Redação

O uso do enxaguante bucal faz parte da rotina diária de muitas pessoas. No entanto, especialistas alertam que o produto exige cautela, pois a boca abriga um ecossistema delicado de microrganismos cuja alteração pode trazer impactos para todo o organismo.

Tipos de enxaguante bucal

Para compreender os efeitos do produto, vale identificar suas duas categorias principais:

  • Terapêuticos: contêm substâncias ativas que eliminam germes e ajudam a combater problemas como cáries, doenças gengivais e mau hálito.
  • Cosméticos: apenas mascaram o mau hálito e deixam um sabor agradável, sem combater germes ou tratar condições bucais.

Efeitos do uso contínuo e o microbioma

A higiene bucal adequada busca remover bactérias nocivas preservando as benéficas. O uso esporádico de enxaguantes vendidos sem receita não traz prejuízos. Por outro lado, a utilização diária e prolongada de certas fórmulas pode desencadear efeitos indesejados.

Pesquisas indicam que antissépticos como a clorexidina alteram significativamente o microbioma salivar, aumentando a acidez da boca e elevando o risco de cáries. Outros componentes, como cloreto de cetilpiridínio, óleos essenciais, iodo, peróxido e álcool, também podem afetar o equilíbrio bacteriano ou causar irritações, ardência e feridas nos tecidos moles da boca.

Impactos na saúde geral

As bactérias da boca convertem nitratos dos alimentos em óxido nítrico, composto responsável por relaxar os vasos sanguíneos e regular a pressão arterial. O uso excessivo de enxaguantes antissépticos pode interferir nesse processo, havendo estudos que associam a prática frequente a alterações na pressão e ao aumento no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Recomendações de uso

Para a maioria da população, o enxaguante bucal é um item opcional que não substitui a escovação, o uso do fio dental e a limpeza profissional. Quando houver indicação odontológica, as orientações principais envolvem:

  • Direcionamento específico: optar por produtos voltados para necessidades pontuais em vez de fórmulas de ação ampla.
  • Flúor: indicado para quem tem alto risco de cáries por fortalecer o esmalte dos dentes, sendo mais seguro para uso contínuo do que antissépticos fortes.
  • Boca seca e sensibilidade: escolher versões sem álcool e evitar enxaguantes clareadores em dentes sensíveis.
  • Pós-operatório: indicado para períodos em que a escovação tradicional está comprometida.

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Da Redação do Agenda Capital

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