Por Dr. Cid Carvalhaes*
Propõe-se refletir sobre as boas maneiras de existir.
Pensar é só o começo — agir é o que faz evoluir.
A vida oscila: entre ganhos e perdas, risos e dores,
cada emoção é uma estação que molda os nossos amores.
Profundos sentimentos constroem universos,
os rasos, em contraste, tornam-se dispersos.
Somos labirintos de complexidade,
onde o tempo não distingue idade.
Sucesso, fracasso, avanço e recuo,
ora fáceis, ora árduos — tudo é contínuo.
De cada queda, fica um aprendizado,
um preço pago, às vezes alto, mas sagrado.
A experiência renova-se em cada fase,
muda o olhar, muda a base.
É belo ver o ímpeto da juventude
cedendo lugar à calma da plenitude.
Perfeição? Não existe.
Mas há paz que persiste.
Aos oitenta ou mais, a vida ensina:
menos vaidade, mais rotina serena e genuína.
Já não importam os papéis, os títulos, a pressa —
o tempo ensina que o essencial é a leveza.
Maturidade é agir com sabedoria,
olhar o passado com poesia.
Sem maldade, com serenidade,
aceitando erros como parte da verdade.
Afinal, viver é o maior aprendizado,
pensar, sonhar e seguir lado a lado.
Homenagem às crianças pequenas, cheias de encanto,
e às crianças velhas, serenas no entanto.
Ambas celebram o dom de existir —
com simplicidade, ternura e o desejo de sentir.
*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião, advogado e escritor. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.





