Centro Cirurgico de HRSM. Foto: Alberto Ruy/IgesDF e Divulgação/IgesDF

A nova fase do HRSM é impulsionada pelo Projeto Lean, metodologia de gestão implementada pelo IgesDF

Por Redação

Com a implementação de uma nova metodologia de gestão, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) celebrou um marco histórico em outubro: pela primeira vez em dois anos, o hospital realizou 502 cirurgias mensais, excluindo partos. O feito é resultado direto do Projeto Lean, uma iniciativa de gestão estratégica que tem reorganizado fluxos e otimizado a eficiência das equipes.

O crescimento é notável e consistente: o volume de intervenções cirúrgicas tem subido mês a mês, passando de 497 em agosto e 494 em setembro até atingir o recorde de 502 em outubro.

Agilidade que surpreende pacientes

A mudança na rotina do centro cirúrgico já tem um impacto direto na vida dos pacientes, como é o caso de Kayran Nunes da Silva, de 31 anos. Morador de Novo Gama (GO), Kayran sofreu um acidente de moto em julho, necessitando de uma cirurgia no braço.

“Eu não tenho do que reclamar. Achei que, por se tratar de uma cirurgia, ficaria mais tempo internado, mas me surpreendi com a rapidez de todo o processo,” conta Kayran, que deu entrada no centro cirúrgico, realizou o procedimento e já recebeu indicação de alta em menos de 24 horas.

Projeto Lean: A fórmula para a produtividade

A nova fase do HRSM é impulsionada pelo Projeto Lean, metodologia de gestão implementada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em maio de 2024. A iniciativa foca em reduzir desperdícios e aprimorar a organização interna.

Os pilares do desempenho:

  • Otimização sem Novos Recursos: Segundo Isabel Lima, Coordenadora de Melhoria Contínua do IgesDF, o desempenho é resultado de uma gestão mais eficiente, que otimizou os recursos existentes sem novas contratações ou aumento de salas operatórias.
  • Integração de Equipes: O Centro Cirúrgico Obstétrico, por exemplo, ganhou uma equipe dedicada com anestesistas exclusivos. Além disso, a implementação de protocolos assistenciais e rounds multidisciplinares fortaleceu a integração entre os profissionais.
  • Organização e Previsibilidade: Júlio Borges, chefe dos Serviços Cirúrgicos do HRSM, destaca que a mudança trouxe mais previsibilidade e organização. “Melhoramos o gerenciamento das salas, reduzimos atrasos e aumentamos a capacidade de atendimento, inclusive nos fins de semana,” afirma.

O Projeto Lean ainda inclui metas como a padronização do início das cirurgias até as 7h30 e a redução dos cancelamentos, sustentadas por reuniões semanais e capacitação contínua das equipes.

Qualidade e segurança mantidas

Apesar do aumento significativo no volume cirúrgico, o hospital garante que os indicadores de qualidade e segurança permanecem estáveis. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) confirmou que, até agosto de 2025, não houve aumento na taxa de infecção de sítio cirúrgico.

“O foco em gestão, integração e organização garante agilidade sem abrir mão da segurança e da humanização,” conclui Júlio Borges. “Os resultados refletem o compromisso do hospital com uma assistência eficiente e de qualidade para a população.”

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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