O partido de Gilberto Kassab é hoje o maior do País em número de prefeituras, e quer consolidar sua influência no pleito de 2026 nos Estados nordestinos
Por Redação
O PSD elegeu como um dos principais focos nas eleições de 2026 elevar seu cacife em todo o Nordeste, principal reduto do PT. O partido de Gilberto Kassab quer ampliar o número de deputados estaduais e federais, além de senadores, para turbinar sua capilaridade e se tornar cada vez mais indispensável no xadrez da região.
Cabeça de chapa não é prioridade, apesar de ter voo solo para governos estaduais no radar. A estratégia desenhada pela sigla inclui filiar políticos locais, sem fechar a porta para alianças estratégicas. Em alguns Estados, como Bahia, Ceará e Piauí, a legenda estará no palanque de petistas, com acordos já bem consolidados.
O mais importante, ressaltam seus interlocutores, é expandir a presença no Legislativo para ter cada vez mais recursos dos fundos partidário e eleitoral, tempo de TV e poder de influência no Congresso Nacional.
Passo a passo das negociações do PSD
Nos encontros do PSD, Kassab não esconde a empolgação. E é com a ajuda do próprio PT que ele vai expandindo seu poder na região. Em julho, por exemplo, esteve no Piauí para formalizar uma dessas alianças. No Estado, o PSD apoiará a tentativa de reeleição do governador Rafael Fonteles (PT). Em troca, lançará o deputado federal Júlio Cesar (PSD) ao Senado, com apoio dos petistas.
Na eleição de 2024, o PSD se consolidou como o partido que comanda mais prefeituras no País. No Nordeste, elegeu 273 gestores municipais, atrás apenas do MDB (280). O PT, por sua vez, emplacou 170 prefeitos na região. A sigla tem hoje na região 19 deputados estaduais e 17 federais, além de cinco senadores.
Mapa das alianças do PSD no Nordeste
Na Bahia, Estado que é governado pelo PT há 18 anos, o PSD tem hoje o maior número de prefeituras – elegeu 115 em 2024, enquanto o PT conquistou apenas 50.
Com Estadão






