Casos registrados apresentam sintomas leves; Secretaria de Saúde orienta a população sobre transmissão, cuidados e vacinação, destinada a grupos específicos
Por Delmo Menezes
O Distrito Federal registrou 23 casos de mpox até a primeira semana de novembro de 2026. Diante da circulação do vírus, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça as orientações sobre os principais sintomas da doença, as formas de transmissão e as medidas de prevenção. Até o momento, os casos identificados apresentam sintomas leves.
Conhecida anteriormente como varíola dos macacos, a mpox é uma doença causada pelo vírus monkeypox (MPXV). A infecção pode provocar lesões na pele, febre e outros sintomas, exigindo atenção da população para a identificação precoce e a redução do risco de transmissão.
De acordo com a SES-DF, a doença apresenta, na maioria dos casos, evolução leve ou moderada, com recuperação completa após algumas semanas.
Sintomas exigem atenção
Entre os principais sinais e sintomas da mpox estão:
- Erupções ou lesões na pele, que podem aparecer em diferentes partes do corpo;
- Aumento dos linfonodos, conhecido como ínguas;
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Calafrios;
- Fraqueza.
As lesões podem se manifestar como bolhas ou pústulas, inclusive nas mucosas. A identificação desses sinais é importante para que a pessoa procure atendimento e evite transmitir o vírus a outras pessoas.
A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Maria Malta, destaca a importância do reconhecimento precoce dos sintomas.
“Diante do aparecimento súbito de lesões nas mucosas ou erupções cutâneas agudas, como bolhas e pústulas, em qualquer parte do corpo, procure uma unidade de saúde para avaliação”, orienta.
Como ocorre a transmissão
A transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas. O vírus pode ser transmitido pelo contato com lesões na pele ou nas mucosas, além de situações de proximidade física.
Entre as principais formas de transmissão estão:
- Contato direto com lesões da pele ou das mucosas de pessoas infectadas;
- Contato próximo e prolongado, com possibilidade de exposição a gotículas respiratórias;
- Beijos e contato íntimo ou sexual;
- Compartilhamento de objetos pessoais, roupas, toalhas e roupas de cama contaminados.
Por isso, a Secretaria de Saúde recomenda evitar contato físico próximo ou íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas.
Orientações para prevenir a doença
A SES-DF orienta a população a adotar medidas simples para reduzir o risco de infecção. A higienização frequente das mãos, com água e sabão ou preparação alcoólica, é uma das principais recomendações.
Também é importante não compartilhar objetos de uso pessoal, roupas, toalhas e roupas de cama.
Pessoas com suspeita ou confirmação de mpox devem evitar o contato próximo com outras pessoas e seguir as recomendações dos profissionais de saúde, inclusive quanto ao período de isolamento.
A medida busca reduzir a possibilidade de transmissão do vírus e proteger pessoas que possam ter contato com o paciente.
Tratamento e vacinação
Até a primeira semana de novembro, o Distrito Federal contabilizou 23 casos da doença. Segundo a Secretaria de Saúde, não há tratamento específico para a mpox.
O atendimento é direcionado ao alívio dos sintomas, à prevenção de complicações e ao acompanhamento da evolução clínica do paciente.
A vacinação contra a mpox é destinada a grupos específicos, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Entre os públicos contemplados estão pessoas vivendo com HIV/aids que apresentam imunossupressão grave e profissionais de laboratório que manipulam o vírus.
A orientação da SES-DF é que, diante de sintomas suspeitos, a população procure uma unidade de saúde para avaliação. A identificação precoce, aliada às medidas de prevenção, é fundamental para evitar novas transmissões e manter o controle da doença no Distrito Federal.
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Da Redação do Agenda Capital








