
O CRF-DF reforça que a medida está alinhada às melhores práticas mundiais de cuidado em saúde
Por Delmo Menezes
O cenário da saúde pública e privada no Distrito Federal está prestes a passar por uma transformação significativa. Com a apresentação do Projeto de Lei nº 2277/2026, a categoria farmacêutica ganha um respaldo jurídico essencial para o exercício de suas prerrogativas clínicas, garantindo que prescrições emitidas por esses profissionais sejam obrigatoriamente aceitas em todo o território da capital.
A proposta, que conta com o apoio direto do SINDIFAR-DF, do CRF-DF e da Conselheira Federal Dra. Gil, visa eliminar barreiras burocráticas e garantir que a população tenha um acesso mais ágil e seguro a tratamentos de saúde.
Segurança jurídica e respeito à legislação
Diferente do que se possa imaginar, o PL não cria novas funções, mas sim blinda prerrogativas já existentes em leis federais (como a Lei nº 13.021/2014). O grande diferencial é a obrigatoriedade de aceitação: estabelecimentos que recusarem o atendimento de uma prescrição farmacêutica deverão apresentar justificativa formal, evitando decisões arbitrárias.
“Esse projeto representa um avanço fundamental para a valorização do farmacêutico e para o reconhecimento do nosso papel clínico,” afirma Eduardo Alvarenga, presidente do SINDIFAR-DF.

Benefícios diretos para a população
A articulação liderada pelas entidades de classe foca em quatro pilares fundamentais que impactam o dia a dia do brasiliense:
- Desafogamento do sistema: Menos filas em unidades de saúde para casos que podem ser resolvidos pelo farmacêutico.
- Agilidade: Acesso imediato ao tratamento sem a necessidade de espera por consultas para quadros já regulamentados.
- Uso racional: Maior orientação técnica no uso de medicamentos, reduzindo riscos de automedicação perigosa.
- Eficiência: Um sistema de saúde mais resolutivo e integrado.
O papel das instituições
A união entre o sindicato e o conselho tem sido o motor dessa pauta. Para o vice-presidente do SINDIFAR-DF, Dr. João Eudes, a conquista é fruto de diálogo: “O fortalecimento da atuação farmacêutica contribui diretamente para um sistema de saúde mais eficiente, desafogando outros níveis de atendimento.”
O CRF-DF reforça que a medida está alinhada às melhores práticas mundiais de cuidado em saúde, onde o farmacêutico atua como um agente clínico ativo, promovendo o bem-estar e a segurança do paciente de forma direta e eficaz.
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Da Redação do Agenda Capital






