
Agentes do Serviço Secreto invadiram salão de hotel em Washington enquanto centenas de convidados se abaixavam sob mesas; um agente foi atingido mas passa bem, afirmou o presidente
Por Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outras autoridades foram retirados às pressas na noite deste sábado, 25, de um jantar anual de correspondentes da Casa Branca no hotel Washington Hilton, após disparos serem ouvidos perto do salão onde ocorria o evento. O atirador foi detido perto da área de segurança do hotel por agentes e preso, confirmou o FBI.
Um agente do Serviço Secreto foi atingido por um tiro e levado ao hospital, mas estava com colete à prova de balas e passa bem, afirmou Trump em pronunciamento na Casa Branca após o ocorrido.
Agentes do Serviço Secreto e outras autoridades invadiram o local enquanto centenas de convidados se abaixavam sob as mesas. “Saiam da frente, senhor!”, gritou alguém. Outros gritaram para que se abaixassem.
Agentes de segurança com armas em punho surgiram no palanque enquanto o presidente e a primeira-dama, Melania Trump, eram rapidamente escoltados para fora. “A primeira-dama, assim como o vice-presidente e todos os membros do gabinete, estão em perfeitas condições”, disse Trump após o ocorrido.
O jantar havia começado cerca de cinco minutos antes dos disparos, com um discurso da correspondente sênior da CBS News na Casa Branca, Waijia Jiang. Era esperado também um discurso de Trump.
O presidente publicou em sua rede social que recomendou que o evento continuasse. Ele, no entanto, deixou o local após recomendações de segurançae se dirigiu à Casa Branca, onde realizou uma coletiva de imprensa.
“Não deu muito tempo para pensar, foi muito rápido”, afirmou, contando que no início não notou que se tratavam de tiros.
“O Serviço Secreto e a Força de Segurança agiram rapidamente. O evento era dedicado à liberdade de imprensa que existe na nossa Constituição. O homem passou pela segurança com diversos armamentos”, afirmou. Disse ainda que se trata de “um homem doente” que deve passar o resto da vida na cadeia.
O presidente solicitou que o evento seja reagendado dentro dos próximos 30 dias.
Além do presidente, da primeira-dama e do vice-presidente, muitos membros do gabinete presidencial e da equipe sênior participaram do jantar.

Entre os presentes estavam: Scott Bessent, secretário do Tesouro; Tulsi Gabbard, diretora de inteligência nacional; Sean Duffy, secretário de transportes; Karoline Leavitt, secretária de imprensa; Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca; e Kash Patel, diretor do FBI.
O Washington Hilton é o mesmo hotel em frente ao qual John Hinkley Jr. tentou assassinar o presidente Ronald Reagan em 1981.
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Com AP e NYT (via Estadão)





