
Jorge Messias, é o a dvogado-geral da União – AGU, deve ser o escolhido para a vaga de Barroso na Corte
Por Delmo Menezes
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o atual advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, de 45 anos, para ocupar a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A informação foi confirmada por pelo menos cinco auxiliares e aliados próximos ao chefe do Executivo e o anúncio oficial é aguardado para os próximos dias.
A escolha de Messias, que é procurador da Fazenda Nacional concursado desde 2007, privilegia a proximidade política e o perfil técnico do jurista, uma figura de confiança do presidente. Fontes no Palácio do Planalto indicam que, entre os nomes cotados, Messias era o mais alinhado pessoal e politicamente a Lula.
A decisão presidencial ignora pressões internas de alas do STF e do Senado, que apoiavam a indicação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ao optar por Messias, Lula reforça a estratégia de valorizar quadros técnicos com trajetória consolidada em seus governos, como foi o caso de sua atuação como subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ) durante a gestão de Dilma Rousseff.
Perfil técnico e Longevidade na Corte
Desde janeiro de 2023 à frente da AGU, Messias tem sido um nome central na defesa jurídica do governo federal, com destaque em pautas ligadas à recuperação de recursos públicos e à atuação em defesa do Estado Democrático de Direito.
Com apenas 45 anos, e reconhecido por seu perfil discreto e competência técnica, caso seja aprovado pelo Senado, Jorge Messias poderá permanecer no STF por até 30 anos, atingindo a idade máxima de 75 anos somente em 2055.
Um ponto de destaque no currículo do indicado é o fato de ele ser evangélico. Dentro do governo, essa característica é vista como um fator de equilíbrio político e simbólico, buscando um diálogo com diferentes segmentos da sociedade e, em particular, com um eleitorado que o governo busca reaproximar para fazer frente ao bolsonarismo.
Próximos passos no Senado
Apesar da confirmação por interlocutores do Planalto de que o “martelo já foi batido”, o próprio Jorge Messias negou ter sido convidado, classificando a informação como “especulação”.
Com o anúncio oficial, a indicação será encaminhada ao Senado Federal, onde Messias passará por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Posteriormente, seu nome será submetido ao Plenário da Casa, onde a aprovação exige maioria simples.
A escolha de Jorge Messias sinaliza o movimento de Lula para moldar uma Corte mais alinhada ao campo jurídico progressista e às pautas sociais, mantendo um perfil técnico e leal ao Executivo.
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Da Redação do Agenda Capital





