Argentinos comemora gol de Enzo Fernández, o de empate. Reprodução.

Embora tenha sido muito marcado durante toda a partida, Lionel Messi voltou a mostrar por que é considerado um dos maiores jogadores da história. Foi escolhido o melhor jogador da partida

Por Delmo Menezes

A Argentina está, mais uma vez, na decisão da Copa do Mundo. Em uma atuação marcada por coragem, insistência e muita garra, a seleção comandada por Lionel Scaloni venceu a Inglaterra por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira (15), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, e garantiu presença na segunda final consecutiva do Mundial.

Se na eliminação do Brasil faltou poder de reação, aos argentinos sobrou determinação. Mesmo depois de sair atrás no placar, a atual campeã do mundo não desistiu em nenhum momento, pressionou até o fim e foi recompensada com dois gols nos minutos finais, arrancando uma vitória épica diante de mais de 68 mil torcedores.

Agora, a Argentina enfrentará a Espanha na grande final, marcada para domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford. Em busca do tetracampeonato mundial, os sul-americanos também tentam conquistar o bicampeonato consecutivo, feito alcançado apenas por Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962).

Mais uma vez Messi foi escolhido o melhor em campo. Reprodução.

Messi faz a diferença mais uma vez

Embora tenha sido muito marcado durante toda a partida, Lionel Messi voltou a mostrar por que é considerado um dos maiores jogadores da história. Sem balançar as redes, o camisa 10 foi decisivo ao participar das jogadas que originaram os dois gols da virada, distribuindo cruzamentos precisos que desmontaram a defesa inglesa.

Mais uma vez, o craque liderou a equipe nos momentos mais difíceis e foi peça fundamental para manter viva a esperança argentina.

Inglaterra recua e paga caro

O confronto começou equilibrado e bastante truncado. O primeiro tempo foi marcado por muitas faltas, discussões e forte disputa física, reflexo da histórica rivalidade entre argentinos e ingleses.

Na etapa final, o jogo ganhou intensidade. A Inglaterra abriu o placar aos 19 minutos com Anthony Gordon, que aproveitou cruzamento de Morgan Rogers após rápida transição ofensiva.

Em vantagem, o técnico Thomas Tuchel optou por reforçar ainda mais a defesa, retirando um atacante para colocar mais um zagueiro. A estratégia acabou sendo fatal.

A Argentina tomou conta da partida, empurrou a Inglaterra para seu campo de defesa e passou a criar uma sequência de oportunidades, obrigando o goleiro Pickford a fazer grandes defesas.

Inglaterra x Argentina teve mais faltas que futebol no primeiro tempo Foto: Werther Santana/Estadão

Pressão premiada

A insistência argentina finalmente deu resultado aos 40 minutos do segundo tempo. Enzo Fernández acertou um belo chute de fora da área e empatou a partida, incendiando a torcida albiceleste.

Mesmo com o empate, a equipe de Lionel Scaloni não diminuiu o ritmo. Continuou pressionando até encontrar o gol da classificação.

Já nos acréscimos, aos 46 minutos, Lautaro Martínez apareceu livre na área para marcar de cabeça e decretar a histórica virada por 2 a 1, levando os argentinos à euforia.

A classificação premiou a seleção que mais buscou o jogo durante toda a partida e castigou uma Inglaterra excessivamente defensiva, que abriu mão de atacar cedo demais e acabou sucumbindo diante da pressão sul-americana.

Final promete grande espetáculo

Campeã mundial em 1978, 1986 e 2022, a Argentina agora sonha com a quarta estrela e chega embalada para enfrentar uma forte seleção espanhola, que eliminou a França na outra semifinal.

Com duas das seleções que apresentaram o futebol mais consistente da competição, a decisão de domingo reúne todos os ingredientes para ser uma das grandes finais da história recente da Copa do Mundo. Messi busca encerrar sua trajetória em Mundiais com mais um título histórico, enquanto a Espanha tenta conquistar o bicampeonato mundial e confirmar sua excelente campanha no torneio.

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Da Redação do Agenda Capital

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