O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil após a derrota na eleição presidencial e entrou nos Estados Unidos com autorização temporária concedida pelo governo de Donald Trump. Foto: Reprodução.

Senador derrotado por Lula teria recebido autorização temporária para entrar nos Estados Unidos com a família; governo americano afirma que os procedimentos migratórios foram cumpridos

Por Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) está na Flórida após entrar nos Estados Unidos com a família por meio de uma autorização temporária de imigração. Segundo informações atribuídas a autoridades americanas, a entrada teria ocorrido por determinação expressa do ex-presidente Donald Trump, e um funcionário da Casa Branca teria providenciado o jato particular utilizado no transporte.

Flávio desembarcou em Miami acompanhado da esposa e das filhas. De acordo com relatos, agentes de imigração americanos autorizaram a entrada da família pelo mecanismo conhecido como parole — uma permissão temporária concedida em circunstâncias específicas que não equivale, por si só, à residência permanente.

Trump afirmou que o senador recebeu um “passe” para ingressar no país. Autoridades americanas também teriam sinalizado que Flávio e seus familiares poderiam obter vistos para permanecer legalmente em solo americano, embora o status migratório definitivo da família ainda não tenha sido esclarecido.

Questionamentos à Casa Branca e ao governo americano

Questionados sobre a concessão da autorização e o possível envolvimento direto de Trump, a Casa Branca e o Departamento de Estado encaminharam as demandas ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS).

Em nota, o órgão declarou apenas que Flávio Bolsonaro e seus familiares foram recebidos e inspecionados pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), em conformidade com as leis e os procedimentos migratórios aplicáveis.

A manifestação oficial, no entanto, não esclareceu detalhes centrais do episódio, como a responsabilidade pela organização do voo, a justificativa formal para a concessão do parole ou a existência de uma ordem direta do governo americano.

Suspeita sobre uso de passaporte diplomático cancelado

Outro ponto que levantou dúvidas foi a documentação apresentada no desembarque. Uma análise do jornal The New York Times apontou que registros públicos do governo americano sugerem que o senador teria apresentado um passaporte diplomático brasileiro já cancelado.

O número constante no registro coincide com o do antigo documento diplomático de Flávio. Embora a informação levante questionamentos sobre os trâmites do desembarque, o dado isolado não confirma se outros documentos foram apresentados nem se houve irregularidade formal na liberação de sua entrada.

Anteriormente, representantes do Departamento de Estado e da Casa Branca haviam indicado a intenção do governo americano de emitir vistos regulamentares para a família.

Cenário político e incertezas

A viagem e o suposto suporte logístico de aliados de Donald Trump expõem a proximidade entre o grupo político bolsonarista e setores da administração americana.

Até o momento, as condições definitivas da permanência de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos seguem sem esclarecimento integral por parte das autoridades migratórias americanas.

A viagem e a suposta participação de integrantes do governo Trump colocam em evidência a relação entre o grupo político de Bolsonaro e a administração americana. Até o momento, entretanto, as informações apresentadas não esclarecem integralmente as condições da autorização concedida à família nem confirmam a concessão de residência permanente ao senador.

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Da Redação do Agenda Capital

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