
O avanço do DF nessa política pública tem relação direta com a atuação dos profissionais da fonoaudiologia, categoria que completa 44 anos de regulamentação nesta semana
Por Redação
O Distrito Federal alcançou a melhor cobertura do país no teste da orelhinha, exame essencial para a detecção precoce de problemas auditivos em recém-nascidos. Segundo dados do Ministério da Saúde, a triagem auditiva neonatal no DF já atinge 95% dos bebês, número muito superior à média nacional e às demais unidades da Federação. Santa Catarina aparece em segundo lugar com 75%, seguida por Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%).
O exame integra o conjunto de cuidados oferecidos às crianças nas maternidades públicas, sendo realizado ainda nas primeiras horas ou dias após o nascimento. Conhecido popularmente como teste da orelhinha, o procedimento avalia a capacidade auditiva do bebê e é considerado um marco importante para o desenvolvimento saudável na infância.
Papel fundamental da fonoaudiologia
O avanço do DF nessa política pública tem relação direta com a atuação dos profissionais da fonoaudiologia, categoria que completa 44 anos de regulamentação nesta semana. Além da triagem auditiva, os fonoaudiólogos também são responsáveis pela avaliação do frênulo lingual — o chamado teste da linguinha — e pelo suporte ao aleitamento materno, garantindo que o bebê desenvolva de forma adequada as funções de sucção, deglutição e respiração.
Segundo a responsável técnica de Fonoaudiologia da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Ocânia da Costa, o modelo multidisciplinar adotado na rede é determinante para o sucesso dos resultados. “São vários profissionais envolvidos, cada um em sua área, buscando sempre aplicar a melhor conduta possível, a fim de promover mais saúde e produzir menos impacto negativo”, afirma.
Essa abordagem integrada favorece o desenvolvimento inicial do bebê e contribui para que ele possa estabelecer vínculos sociais e comunicativos ao longo da vida.
Profissão ligada à essência humana
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a fonoaudióloga Laís Nogueira trabalha há quase seis anos entre a maternidade, a unidade de cuidados intermediários neonatais e o centro obstétrico. Para ela, acompanhar o início da vida de cada paciente é um privilégio que renova diariamente sua motivação.
“Cada bebê é uma sensação de ‘novo começo’. Esse início de vida traz muita esperança”, destaca. “Para mim, nesse cenário, a fonoaudiologia está muito relacionada com a essência do que é ser humano: desenvolver-se e comunicar-se.”
Rede fortalecida e assistência ampliada
A Secretaria de Saúde do DF conta atualmente com 217 fonoaudiólogos em seu corpo técnico. No contexto hospitalar, a profissão está presente em todas as 16 unidades da rede pública, garantindo cobertura completa para os encaminhamentos neonatais.
Somente em 2025, já foram realizados quase 18,5 mil exames de triagem auditiva neonatal. A alta cobertura do teste da orelhinha reflete um trabalho estratégico de gestão, que envolve capacitação contínua das equipes, aprimoramento dos sistemas de registro de dados e escalas otimizadas.
Com políticas consolidadas, profissionais capacitados e estrutura fortalecida, o Distrito Federal se destaca mais uma vez como referência nacional no cuidado com a saúde infantil. O desempenho é motivo de comemoração para a fonoaudiologia brasileira e reforça o impacto decisivo do atendimento público no início da vida de milhares de crianças.
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Da Redação do Agenda Capital






