Por Dr. Cid Carvalhaes*

Foi-se 2025. Regozijos pelo novo ano. Felicitações, desejos maravilhosos, votos dos mais encantadores, propósitos de bem viver. Reverências a Iemanjá, com praias lotadas ao longo de nosso extenso litoral, onde o branco prevalece. Cultos religiosos católicos, evangélicos e de todas as vertentes. Espetáculos pirotécnicos encantadores. Shows diversos, de altos custos.

Costumo dizer: reunidas nas praças, pessoas se abraçam e, com graça, se entrelaçam, na tentativa simbólica de afastar desgraças. As euforias das festividades de Ano-Novo, porém, esgotam-se nas ressacas do day after. Contradições.

Os anos se sucedem de maneira semelhante. Mudamos nossos comportamentos ou os fatos se repetem com a mesma regularidade? Guerras, confrontos, beligerâncias, egoísmos, vaidades desmesuradas. Preconceitos, discriminações, crimes hediondos, fome, miséria, mentiras — entre tantas outras mazelas — permeiam o passar dos dias.

E, novamente, boas intenções, votos e propósitos se renovam quando o ano novo começa a envelhecer. Contradições. Também as tenho.

Façamos votos para afastá-las em 2026.

Feliz Ano Novo!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here