Senador ainda vai ter um encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, para definir seu futuro político
Por Delmo Menezes
O cenário político do Distrito Federal segue marcado por articulações, mudanças de estratégia e indefinições a poucos dias das convenções partidárias. Entre os movimentos mais relevantes está o do senador Izalci Lucas (PL), que deverá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, deixando de lado a possibilidade de concorrer ao Governo do Distrito Federal ou buscar a reeleição ao Senado.
A mudança ocorre após o PL-DF definir sua estratégia para a disputa majoritária no DF. A presidente regional da legenda, deputada federal Bia Kicis, já anunciou que o partido apoiará a governadora Celina Leão (PP) na corrida ao Palácio do Buriti. Para as duas vagas ao Senado, a legenda pretende lançar a própria Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Com a definição do partido, Izalci passou a avaliar novos caminhos para permanecer no cenário político. Segundo fontes ouvidas pelo Agenda Capital, o senador deverá colocar seu nome à disposição para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde já exerceu mandato antes de chegar ao Senado.
Vetos mudaram os planos
Nos bastidores, a expectativa inicial era de que Izalci disputasse o Governo do Distrito Federal com o apoio do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Entretanto, essa possibilidade perdeu força após a direção regional do PL optar pelo apoio à reeleição de Celina Leão.
De acordo com interlocutores da legenda, tanto Bia Kicis quanto Michelle Bolsonaro foram contrárias à candidatura de Izalci ao GDF, consolidando a decisão de concentrar forças na composição com a atual governadora.
Antes da definição final, Izalci ainda deverá se reunir nos próximos dias com Flávio Bolsonaro para discutir seu futuro político e alinhar os próximos passos dentro do partido.
Convenção acontece em 5 de agosto
A convenção regional do PL no Distrito Federal está marcada para o dia 5 de agosto, data limite prevista pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias. O encontro será responsável por oficializar as candidaturas da legenda e confirmar o palanque que será apresentado aos eleitores do DF.
Além da homologação dos candidatos, a reunião também deverá consolidar as alianças políticas que o partido pretende manter durante a campanha.
Cenário segue indefinido
Apesar de algumas definições importantes, o quadro eleitoral no Distrito Federal ainda está longe de ser fechado. As negociações entre partidos continuam intensas, e diversas legendas ainda discutem composições para as eleições de outubro.
Nos bastidores, lideranças políticas admitem que muitos pré-candidatos demonstram arrependimento em relação às escolhas partidárias feitas durante a janela de filiação, diante das mudanças nas alianças e da dificuldade para viabilizar candidaturas competitivas.
Com as convenções se aproximando, a expectativa é que as próximas semanas sejam decisivas para consolidar as chapas que disputarão o Governo do Distrito Federal, o Senado, a Câmara dos Deputados e a Câmara Legislativa, encerrando um período marcado por intensas articulações e reviravoltas políticas.
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Da Redação do Agenda Capital





