Durante entrevista coletiva, Trump deixou claro que considera a possibilidade de uma ofensiva devastadora caso não haja acordo imediato. Reprodução

Oriente Médio à beira do colapso: ameaça militar dos EUA preocupa o mundo. Trump tem afrimado que não está preocupado com ‘crimes de guerra’.

Por Redação

A escalada de tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta terça-feira (7), após o presidente dos Estados Unidos, Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pode “eliminar o Irã em uma noite” caso o país não aceite as propostas impostas por Washington, incluindo a garantia de livre tráfego de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz.

As declarações ocorrem no contexto de cinco semanas de conflito envolvendo forças americanas e Israel contra o Irã, ampliando o clima de incerteza global. Segundo Trump, uma nova rodada de ataques pode começar às 20h (horário de Washington), com potencial para destruir infraestrutura crítica iraniana em poucas horas.

Ultimato e pressão militar

Durante entrevista coletiva, Trump deixou claro que considera a possibilidade de uma ofensiva devastadora caso não haja acordo imediato. “Muito pouca coisa está fora dos limites”, afirmou, ao detalhar que pontes e usinas de energia poderiam ser “dizimadas” em um ataque coordenado.

O presidente condiciona qualquer recuo à aceitação de um acordo que, segundo ele, seja “aceitável” aos interesses americanos — com destaque para a exigência de garantir o fluxo livre de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o abastecimento energético global.

Apesar da pressão, não há sinais concretos de que Teerã esteja disposto a ceder. Autoridades iranianas rejeitaram propostas de cessar-fogo temporário e apresentaram contrapropostas consideradas “maximalistas” por representantes americanos.

Risco de escalada global

A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão. O Irã tem capacidade de bloquear a passagem por meio de drones, mísseis e minas navais — um trunfo estratégico que preocupa mercados e governos ao redor do mundo.

Trump minimizou essa ameaça ao afirmar que os iranianos estariam “militarmente derrotados”, mas reconheceu que ações assimétricas, como o uso de minas, poderiam causar grande impacto.

Enquanto isso, o governo iraniano elevou o nível de alerta interno, chegando a recomendar que a população evite deslocamentos, incluindo viagens de trem, diante do risco de ataques iminentes.

Dilema estratégico de Washington

O endurecimento do discurso coloca Trump em uma posição delicada. Caso recue após ameaças tão diretas, pode sofrer desgaste político e perder credibilidade internacional. Por outro lado, cumprir o ultimato pode desencadear consequências humanitárias e geopolíticas de grandes proporções.

O próprio presidente reconheceu os custos de uma ofensiva em larga escala. “Quero destruir a infraestrutura deles? Não”, disse, acrescentando que uma guerra total poderia atrasar o desenvolvimento iraniano por décadas — ou até um século.

Apesar do tom agressivo, Trump sinalizou que ainda aposta em uma solução negociada. “Eles têm até amanhã. Vamos ver o que acontece”, declarou, indicando que as negociações podem estar mais avançadas nos bastidores do que o divulgado publicamente.

Cenário de incerteza

Com o prazo se esgotando e sem sinais claros de acordo, o cenário permanece altamente volátil. Uma eventual ofensiva americana pode desencadear retaliações “arrasadoras” prometidas pelo Irã, ampliando o conflito para toda a região e afetando diretamente o mercado global de energia.

A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, diante do risco de uma crise de grandes proporções envolvendo potências militares e interesses estratégicos globais.

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Da Redação do Agenda Capital e Agências Internacionais

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