
O Irã afirma que os EUA não conseguiram conquistar a confiança de Teerã
Por Redação
As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminaram sem acordo neste domingo (12), após 21 horas de conversas realizadas em Islamabad. O impasse eleva as tensões e coloca em risco o frágil cessar-fogo estabelecido dias antes.
As delegações deixaram o Paquistão sem avanços concretos, com ambos os lados trocando acusações sobre o fracasso das tratativas. O conflito, que já dura mais de seis semanas, provocou milhares de mortes, abalou a economia global e impulsionou os preços do petróleo.
Representando o Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que os EUA não conseguiram conquistar a confiança de Teerã, apesar das propostas apresentadas. Segundo ele, agora cabe a Washington decidir se está disposto a avançar nas negociações com base nos princípios iranianos.
Do lado americano, o vice-presidente J.D. Vance declarou que o principal entrave foi a recusa iraniana em aceitar as condições relacionadas ao programa nuclear. Entre as exigências, os EUA pedem garantias claras de que o Irã não desenvolverá armas nucleares nem capacidades que permitam sua rápida produção.
A imprensa iraniana, por sua vez, classificou as demandas americanas como “excessivas”, embora reconheça que houve convergência em alguns pontos. As maiores divergências continuam sendo o programa nuclear e o controle do estratégico Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, ressaltou a importância de manter o cessar-fogo de duas semanas firmado recentemente, enquanto as negociações seguem indefinidas.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a necessidade de um acordo imediato. “Se chegarmos a um acordo ou não, para mim não faz diferença, porque já vencemos”, afirmou durante as conversas.
Paralelamente, o conflito se estende a outras frentes. Israel segue realizando ataques contra o Hezbollah no Líbano, aliado de Teerã, o que aumenta a complexidade da crise regional. O ministro israelense Zeev Elkin afirmou que novas negociações ainda são possíveis, mas alertou que “os iranianos estão brincando com fogo”.
Entre as exigências de Teerã estão o controle do Estreito de Ormuz, reparações de guerra, liberação de ativos congelados e um cessar-fogo ampliado que inclua o Líbano. Apesar das tensões, petroleiros começaram a atravessar o estreito durante a trégua, enquanto centenas de embarcações ainda aguardam liberação.
O impasse mantém o cenário internacional em alerta, com impactos diretos sobre a segurança energética global e a estabilidade no Oriente Médio.
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Da Redação do Agenda Capital e Agências Internacionais




