Abalo sísmico atingiu a ilha de Kyushu, danificou shopping center, provocou desabamentos, interrompeu o transporte ferroviário e levou o governo japonês a mobilizar equipes de emergência
Por Redação
Um forte terremoto de magnitude 6,8 atingiu o sul do Japão na tarde desta terça-feira (28), provocando mortes, dezenas de feridos e grandes danos à infraestrutura da região de Kyushu. O tremor causou o desabamento de edifícios, interrompeu o transporte ferroviário, afetou o funcionamento de aeroportos e levou o governo japonês a mobilizar uma força-tarefa para coordenar as operações de resgate e avaliação dos prejuízos.
O epicentro do sismo foi registrado na ilha de Kyushu, às 16h27 no horário local (4h27 em Brasília). Inicialmente, a magnitude havia sido estimada em 7,1, mas posteriormente foi revisada para 6,8.
Shopping sofre graves danos
Um dos locais mais atingidos foi um shopping center na cidade de Kashima, na província de Kumamoto. O edifício sofreu danos estruturais durante o horário de funcionamento, quando estava repleto de clientes e funcionários.
Autoridades japonesas informaram que um número considerado expressivo de pessoas morreu no local. Equipes de resgate trabalham para localizar vítimas que permaneceram presas após o desabamento parcial de um dos pisos do centro comercial.
Além do shopping, pelo menos 12 imóveis desabaram completamente, enquanto outras quatro edificações registraram pessoas presas sob os escombros.
Feridos e operações de resgate
Os serviços de emergência confirmaram que, até o momento, pelo menos 50 pessoas foram encaminhadas a hospitais com ferimentos de diferentes gravidades.
Somente um hospital da cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 40 vítimas logo após o terremoto. Bombeiros e equipes de resgate seguem realizando buscas em prédios danificados, enquanto hospitais da região permanecem em estado de alerta para atender novos pacientes.
Transporte afetado
O terremoto também provocou transtornos no sistema de transporte japonês.
Um trem descarrilou e tombou em uma estação de Yatsushiro, sem informações imediatas sobre vítimas na composição.
Como medida preventiva, todos os trens-bala Shinkansen e as linhas ferroviárias locais da ilha de Kyushu tiveram a circulação suspensa para inspeções de segurança.
O Aeroporto Aso Kumamoto chegou a interromper as operações após o tremor. Embora a pista tenha sido reaberta algumas horas depois, todos os voos domésticos foram cancelados, enquanto passageiros de voos internacionais foram orientados a acompanhar atualizações das companhias aéreas.

Alerta de tsunami foi cancelado
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para os mares de Ariake e Yatsushiro.
Entretanto, cerca de duas horas depois, o aviso foi cancelado após a confirmação de que não havia risco significativo de grandes ondas atingirem a costa.
Danos à infraestrutura
Além das edificações atingidas, o terremoto provocou danos em estradas, pontes e redes de energia elétrica, deixando diversos pontos da região sem fornecimento de luz.
Os bombeiros receberam centenas de chamados relacionados a incêndios, rachaduras em imóveis e desabamentos.
Um dos símbolos históricos do país também foi afetado. Os tradicionais muros de pedra do Castelo de Kumamoto, um dos mais importantes monumentos históricos do Japão, sofreram danos provocados pelo forte tremor.
Governo mobiliza força-tarefa
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, determinou a criação de uma força-tarefa nacional para acompanhar a situação, reunir informações sobre os danos e coordenar eventuais operações de resgate.
Ela informou que há registros de vários feridos e alertou a população para redobrar os cuidados com incêndios domésticos, vazamentos de gás e estilhaços de vidro provocados pelos abalos.
Usinas nucleares seguem operando normalmente
As autoridades japonesas informaram que inspeções realizadas nas usinas nucleares próximas à área afetada não identificaram qualquer anormalidade.
Segundo a concessionária responsável, os três reatores em funcionamento na região continuam operando normalmente e sem riscos para a população.
Região tem histórico de grandes terremotos
A província de Kumamoto já foi palco de uma das maiores tragédias sísmicas recentes do Japão. Em 2016, dois fortes terremotos, de magnitudes 6,5 e 7,3, deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.
O Japão está localizado sobre a junção de quatro grandes placas tectônicas, no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta. Por esse motivo, o país registra centenas de tremores todos os anos, embora a maioria seja de baixa intensidade. Desta vez, no entanto, a força do terremoto provocou uma das maiores operações de emergência registradas no país nos últimos anos.
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Da Redação do Agenda Capital e Agências Internacionais





