Com segunda maior malha cicloviária do país, DF incentiva mobilidade ativa e investe em qualidade de vida
Por Delmo Menezes
O Distrito Federal consolida-se como referência nacional em mobilidade sustentável. Com 727 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, a capital do país já possui a segunda maior malha cicloviária do Brasil, atrás apenas de São Paulo (771 km). Desde 2018, houve um crescimento de 55% na extensão das rotas, reflexo direto das ações do Governo do Distrito Federal (GDF) para promover a mobilidade ativa e a qualidade de vida da população.
Lançado no ano passado, o Programa Vai de Bike é uma das principais iniciativas para expandir e integrar a infraestrutura cicloviária do DF. A meta é construir mais 300 km de novas ciclovias, reformar trechos existentes e instalar mais de 3 mil paraciclos (suportes para estacionar bicicletas). A licitação para os novos equipamentos foi publicada em fevereiro, com investimento previsto de R$ 2,7 milhões, e as áreas prioritárias foram definidas em conjunto com as administrações regionais.
“Mobilidade ativa é vida. Falar em ciclismo, em bicicleta, é falar de saúde e sustentabilidade. Brasília já tem 727 km de ciclovias e com os novos 300 km vamos superar a marca de mil quilômetros”, afirmou o secretário de Mobilidade e Transporte, Zeno Gonçalves.
Segundo ele, o GDF vem atuando em várias frentes para facilitar o deslocamento sustentável: “Contamos com os patinetes compartilhados, estamos conectando ciclovias entre regiões, ampliando e mantendo a malha existente e melhorando iluminação e sinalização. O objetivo é tornar o DF a região com maior acesso e integração por ciclovias do país”, destacou.

Ciclista por paixão, servidor público celebra avanços
O servidor Jaime Alves Pereira, 58 anos, morador do Riacho Fundo II, é exemplo de quem incorporou a bicicleta ao dia a dia. Ele utiliza o meio de transporte para ir ao trabalho, ao mercado e, principalmente, para o lazer. Por semana, percorre cerca de 150 quilômetros, passando por regiões como Park Way, Núcleo Bandeirante e Candangolândia.
“O melhor transporte que tem é esse, é o único que te dá liberdade, além de ser sustentável. Com a bicicleta, dá para trabalhar a parte mental e física, e significa menos gente doente indo ao hospital. O governo está fazendo a coisa certa. Quanto mais ciclovia, melhor”, comenta Jaime.
Novos caminhos e obras em andamento
A legislação do DF já determina que todas as novas obras viárias incluam infraestrutura cicloviária. Atualmente, há diversos projetos em execução para conectar e ampliar as rotas destinadas a ciclistas e pedestres.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) realiza obras que somam 40 km de novas travessias, com investimento de R$ 8 milhões. Um dos destaques é a ciclovia da EPNB (Estrada Parque Núcleo Bandeirante), que ligará o Pistão Sul, em Taguatinga, à Candangolândia, passando por Riacho Fundo, Arniqueira e Núcleo Bandeirante.
“Nesse trecho, já asfaltamos cerca de 4,6 km e o restante está em terraplenagem”, explicou Jarbas Silva, diretor do 3º Distrito Rodoviário.
Outra obra importante é a da Estrada Parque Dom Bosco (EPDB), com 4 km de extensão, ligando o posto Melhor ao shopping Gilberto Salomão, no Lago Sul. Segundo o DER, a pavimentação já foi concluída e os ajustes de acessibilidade e sinalização estão em fase final.
A Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) também inclui ciclovias em seus projetos. Na Epig (Estrada Parque Indústrias Gráficas), as obras de ampliação para o BRT incluem 7,5 km de ciclovia, integrando o transporte público ao transporte ativo, com investimento de R$ 160 milhões.

“O objetivo é garantir integração entre ônibus, metrô, pedestres e ciclistas, promovendo uma mobilidade mais sustentável e eficiente”, afirmou o engenheiro Bruno Almeida, da SODF.
Outros trechos em execução incluem 3,5 km na ligação Guará–Bandeirante e 1,5 km na região da Superquadra Park Sul.
Integração com transporte público e sistemas compartilhados
O GDF também trabalha para facilitar a integração entre modais. Desde 2021, o DF conta com sistemas de bikes compartilhadas e, desde janeiro de 2025, com patinetes elétricos por aplicativo, permitindo deslocamentos rápidos e sustentáveis em curtas distâncias.
Além disso, programas complementares fortalecem a mobilidade urbana. O Vai de Graça, por exemplo, garante transporte público gratuito aos domingos e feriados em ônibus e metrô. A frota de coletivos também foi renovada com 2.831 novos veículos, e o horário do metrô aos domingos foi ampliado até 21h30.
Outro destaque é o retorno e a ampliação dos zebrinhas, o transporte de vizinhança que hoje atende 14 regiões administrativas, entre elas Ceilândia, Águas Claras, Taguatinga, Paranoá e São Sebastião.
Planejamento e futuro sustentável
Com ações integradas entre Semob, DER e SODF, o Distrito Federal se consolida como exemplo de cidade que valoriza o transporte ativo, reduz o impacto ambiental e incentiva hábitos saudáveis. O planejamento de ciclomobilidade pode ser consultado no site da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).
O desafio agora é superar a marca de mil quilômetros de ciclovias, conectando todas as regiões administrativas e transformando Brasília em referência nacional em mobilidade sustentável e qualidade de vida.
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Da Redação do Agenda Capital






