O ministro Flávio Dino do STF já havia sinalizado que para ser lider ou deputado, teria que estar presencialmente na Câmara dos Deputados.
Por Delmo Menezes
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta segunda-feira (22), a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para assumir a liderança da Minoria na Casa. O nome do parlamentar, que se encontra nos Estados Unidos em uma espécie de autoexílio, foi apresentado pela oposição, mas a decisão foi de indeferimento imediato.
De acordo com a justificativa da Mesa, a liderança da Minoria exige a presença e a atuação efetiva no Parlamento, com participação em reuniões, negociações e votações. Como Eduardo Bolsonaro está ausente do país desde o início do ano, não haveria condições para que ele exercesse plenamente a função.
A indicação foi articulada por setores da oposição como forma de dar maior visibilidade a Eduardo, um dos principais porta-vozes do bolsonarismo no Congresso. No entanto, o movimento enfrentou resistência entre parlamentares de diferentes partidos, que viram na escolha um gesto mais político do que prático.
Com a decisão, a oposição terá de indicar outro nome para o posto, que tem papel estratégico na articulação contra pautas do governo federal e na interlocução com a Presidência da Câmara. A escolha do líder da Minoria também é considerada relevante para definir espaço em comissões e participação em negociações de destaque.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantém agenda política nos Estados Unidos e tem se posicionado nas redes sociais contra o governo Lula, mas sua ausência física do Brasil se tornou um impeditivo formal para a função de liderança dentro da Câmara.
A expectativa é que nos próximos dias a oposição apresente uma nova indicação, em consenso entre PL, PP e Republicanos, partidos que compõem o núcleo duro de resistência ao governo federal no Legislativo.
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Da Redação do Agenda Capital





