Andréia Aquino: "A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só pra elas" | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

Terapia comunitária para mães atípicas no HRT celebra nove meses de acolhimento e fortalecimento emocional

Por Elza Neves

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) encerrou, neste mês, o ciclo 2025 do projeto Encontro Atípico, iniciativa de terapia comunitária voltada para mães que dedicam seus dias ao cuidado de filhos com necessidades especiais. O programa, que começou em abril — marco do mês de conscientização sobre o autismo — alcançou cerca de 150 mulheres ao longo de nove meses de atividades contínuas.

Nessa primeira edição, o projeto ofereceu palestras e oficinas mensais conduzidas por uma equipe multidisciplinar de profissionais voluntários. Psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores físicos, esteticistas e outros especialistas compartilharam conhecimentos e promoveram rodas de conversa voltadas ao bem-estar físico e emocional das participantes.

Para a cirurgiã-dentista do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do HRT e coordenadora do projeto, Andréia Aquino, o resultado superou expectativas. Segundo ela, o grupo evidenciou uma demanda urgente por espaços de escuta e acolhimento voltados a essas mulheres, que carregam jornadas intensas e, muitas vezes, solitárias.

“Foi um ano muito produtivo. A gente pôde perceber o quanto as mães atípicas necessitam de atenção, de serem ouvidas, de terem um momento só para elas”, destacou Andréia.

Os encontros também reforçaram o vínculo entre as participantes, que saíram fortalecidas pela troca de experiências e pelo sentimento coletivo de pertencimento. A proposta agora é dar continuidade ao projeto em 2026, ampliando atividades e parcerias. O desejo pela retomada é unânime entre as integrantes.

Durante o evento de encerramento, realizado na última quinta-feira (11), as mães compartilharam relatos emocionados sobre o impacto transformador que o projeto trouxe para suas vidas. Alessandra Albuquerque, 44 anos, mãe de Bernardo, de 10, destacou a importância do espaço dedicado ao autocuidado.

“Eu consegui, através dos encontros, olhar mais pra mim”, afirmou. “A vida de mãe atípica geralmente é a gente tentando se capacitar para cuidar dos nossos filhos. Essa foi uma oportunidade de capacitação para cuidarmos de nós mesmas.”

O Encontro Atípico se mostra, assim, como um exemplo de política humanizada dentro do HRT e reafirma o compromisso da rede pública de saúde do DF em oferecer iniciativas que promovam acolhimento, qualidade de vida e saúde emocional à população.

Com resultados tão positivos e o fortalecimento dos laços construídos ao longo desses nove meses, mães, profissionais e direção do hospital reforçam o empenho em manter viva, no próximo ano, essa rede de apoio tão necessária.

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Da Redação do Agenda Capital

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