
O ‘Burevestni’k, cujo nome em russo significa “ave marinha resistente”, é projetado para escapar de radares e interceptações graças à sua trajetória imprevisível e à propulsão nuclear
Por Redação
MOSCOU — A Rússia realizou com sucesso o teste de um novo míssil de cruzeiro com propulsão nuclear e alcance praticamente ilimitado, anunciou o presidente Vladimir Putin neste domingo (26). Segundo o líder russo, a arma — chamada Burevestnik — seria invulnerável aos sistemas de defesa antimísseis atuais e futuros, marcando um novo avanço na corrida armamentista global.
Vestido com uniforme militar, Putin apareceu em um vídeo divulgado pelo Kremlin ao lado de altos comandantes das Forças Armadas russas. Nas imagens, o general Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior, informou que o míssil percorreu 14 mil quilômetros durante um teste crucial realizado na terça-feira, permanecendo 15 horas no ar.
“Esse não é o limite do Burevestnik”, declarou o general, ressaltando o potencial inédito do armamento.
Putin respondeu afirmando que o país já deve iniciar a preparação da infraestrutura necessária para implantar o míssil nas forças armadas.
“Precisamos determinar os possíveis usos e começar a preparar a infraestrutura para implantar essas armas”, afirmou o presidente, instruindo Gerasimov a avançar com os testes finais do sistema.
O Burevestnik, cujo nome em russo significa “ave marinha resistente”, é projetado para escapar de radares e interceptações graças à sua trajetória imprevisível e à propulsão nuclear, que teoricamente lhe confere alcance global.
O anúncio ocorre poucos dias após Putin comandar, na quarta-feira (22), exercícios das forças nucleares estratégicas russas, que incluíram lançamentos simulados de mísseis balísticos intercontinentais e de cruzeiro.
De acordo com o Kremlin, o treinamento envolveu todos os componentes da tríade nuclear russa — mísseis lançados de terra, mar e ar — incluindo disparos a partir de instalações no noroeste da Rússia e de um submarino no Mar de Barents.
Os exercícios ocorreram no mesmo período em que foi suspensa uma reunião planejada entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do conflito na Ucrânia. Analistas internacionais veem os recentes testes e manobras como uma mensagem de força de Moscou diante das tensões com Washington e da prolongada guerra no Leste Europeu.
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Da Redação do Agenda Capital





